Síndrome do pintinho branco: O que você precisa saber em 2021

Síndrome do pintinho branco: o que precisamos saber

Fonte Imagem: Canal Rural – Link

Penugem mais clara, nanismo, baixo índice de desenvolvimento e fígado com coloração esverdeada. Observados esses sintomas, é bem possível que sua granja esteja contaminada com o astrovírus

Este vírus é de uma família Astroviridae, a qual tem como característica não possuir envelopes (não envelopados). E esse fator, torna-os super-resistentes no ambiente. 

Estudos demonstraram que a contaminação ocorre primeiramente nas galinhas matrizes, que, quando entram em contato com o astrovírus, sofrem interferências no intestino. Como consequência, também no ganho de peso. Com isso, em estado mais frágil, põe menos ovos, com qualidade inferior, que quando eclodem, resulta nos chamados “pintinhos brancos”. 

Formas de transmissão

Como já citado acima, essa doença é transmitida verticalmente, ou seja, passa da matriz para a progênie. Sendo que, as matrizes dificilmente sofrerão mortalidade. Nesse aspecto, os matrizeiros não são impactados economicamente, mas sim, o resultado na diminuição da produção de ovos, sendo os impactos percebidos na progênie. 

É importante observar que nem todos os filhotes sofrerão com a síndrome. Pode ocorrer de alguns lotes serem afetados e outros não. E, pintinhos que se desenvolverão sadios enquanto outros serão acometidos da síndrome em um mesmo lote.

Então, como evitar que isso ocorra? 

A boa notícia é que a síndrome do pintinho branco não é muito comum no BrasilO que não impede que possa vir a ocorrer. Sendo assim, algumas medidas podem ser tomadas, sendo elas: 

  • Isolar os lotes de matrizes que apresentem os sintomas e não permitir que esses ovos sejam incubados (pois os pintinhos que nascem com essa síndrome, tendem a ter um desenvolvimento muito ruim e apresentam 40% em média de mortalidade); 
  • Medidas de biosseguridade que assegurem a higiene pessoal e do ambiente nas granjas e instalações em que ocorra movimentações;
  • Controle de roedores, cascudinhos e qualquer possível vetor biológico que possa transportar o vírus; 
  • Caso ocorra a desconfiança, por menor que seja, da ocorrência da síndrome, recomenda-se o uso de testes PCR para um diagnóstico correto e o pleno isolamento das matrizes infectadas. 

Considerações finais

Como em todo o processo produtivo que existe na manutenção de uma granja, é essencial e de suma importância saber as doenças e síndromes que podem vir a acometer o quantitativo e o qualitativo dos resultados. 

Apesar de ser uma síndrome pouco relatada no Brasil, o vírus causador é resistente e ainda não há vacina que previne que ele se multiplique. E mesmo que os danos econômicos sejam particularmente na progênie, é algo que nunca desejamos ter que enfrentar. 

Sendo assim, é interessante manter medidas de manejo sanitárias em dia, sempre consultar o estado dos indivíduos. Manter uma rotina de higiene sistemática e isolar as matrizes sadias até que um profissional seja consultado e um exame de PCR realizado.

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